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Meditação em vez de detenção: dá certo, sim!

É possível trocar o castigo por um momento de consciência

É uma tradição aceita quase no mundo todo que as crianças ditas bagunceiras ou que não seguem as regras devem ir para o castigo. No Brasil, isso se traduz em tarefas extras, advertência, infinitos bilhetes para que os pais “resolvam aquilo” (mesmo que “aquilo” nem esteja acontecendo sobre a supervisão deles).

Nos Estados Unidos, o procedimento é a chamada detenção – um tempo a mais na escola, sob a batuta de um professor. Nem sempre envolve trabalhos a mais ou qualquer conteúdo dirigido; é só um castigo mesmo. Mas essa regra foi quebrada.

Há quase dois anos, uma escola pública da cidade de Baltimore, a Robert W. Coleman Elementary School, decidiu mudar as práticas de castigo para algo que, a instituição percebeu, funciona bem melhor.

Não há mais detenção na escola. Em vez da sala de aula comum onde esses alunos desobedientes eram colocados, agora existe um espaço chamado “Mindful Moment Room” – o que pode ser traduzido como “Sala do Momento da Consciência”.

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Vista como um “oásis da calma”, ela não serve para punir os desgarrados. O espaço, com luminárias, colchonetes e todo um aparato apropriado para o programa, serve para encorajar, com meditação e exercícios de respiração, um comportamento coletivo melhor.

Vale dizer que a sala foi uma iniciativa de professores e alunos – e tem parceria com uma instituição de Baltimore, a Holistic Life Foundation.

Sobre os resultados? A escola informou, recentemente, que nesse tempo em que a Sala do Momento da Consciência foi criada, não houve um caso sequer de suspensão de alunos em sua rotina. Uma prova de que mudar certas práticas com a observação sincera do outro pode ser uma mudança nota 10.

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